turismo de bem estar

O renascer do turismo de bem-estar

Desde o início da pandemia do novo coronavírus que uma grande parte dos operadores hoteleiros teve de repensar a oferta aos hóspedes. Com o contacto físico proibido ou muito limitado, atividades como massagens e tratamentos relaxantes tiveram de passar por um processo de adaptação agressivo – quando não deixaram simplesmente de existir.

No entanto, a indústria da saúde e bem-estar tem um valor económico grande de mais para fechar as portas e ficar por isso mesmo. Além disso, a crise de saúde global trouxe uma maior consciência aos consumidores sobre a importância de se manterem saudáveis. E essa é uma oportunidade que operador nenhum da área pode (nem quer) perder.

Fazemos, por isso, uma revisão às mudanças visíveis no consumo e na oferta do mercado da saúde e bem-estar.

Mais saúde…

A transformação digital precipitada a que todos assistimos durante a pandemia do novo coronavírus não excluiu a área da saúde. Um pouco por todo o mundo, multiplicaram-se as sessões de fitness online, com aulas e até treinos personalizados à distância. A onda derivou, inclusive, noutras atividades virtuais de bem-estar, como meditação coletiva.
A novidade é que, mais do que nunca, os consumidores ficaram sensíveis à importância de se manterem saudáveis – e, em consequência, mais resistentes a vírus e outras ameaças biológicas.

Viver saudável e manter a imunidade o mais alta possível é a única arma para uma população que, tão cedo, não terá uma vacina que a proteja. Assim, no dia a dia como em férias, cuidar do corpo e da mente passou a ser uma prioridade generalizada.

…menos vaidade

Em oposição ao crescimento da procura por atividades promotoras de saúde, surgiu uma quebra na procura de tratamentos meramente estéticos.

Esta é uma mensagem importante para os operadores hoteleiros: chegou o momento de investirem mais em ofertas de nutrição, fitness e bem-estar psicológico do que em tratamentos de beleza mais superficiais. Mais ainda: a oportunidade está nos tratamentos preventivos – que protegem o consumidor das doenças – do que reativos.

A urgência do fundamento científico

Igualmente merecedor de nota é o facto de os consumidores valorizarem a fundamentação científica dos tratamentos de saúde. A responsabilidade pode não ser toda do novo coronavírus, mas é verdade que a propagação de teorias mal fundamentadas e tratamentos perigosamente ineficazes alertou os consumidores para a necessidade de procurarem informação credível e com fundamento científico.

Para os operadores hoteleiros, a mensagem é clara: os tratamentos de catálogo passam a carecer de validação científica e os profissionais pouco ou nada qualificados perdem credibilidade perante os consumidores mais exigentes.

É expectável, neste contexto, que os consumidores se disponham a perder um pouco mais de tempo a pesquisar sobre a oferta de atividades de saúde e bem-estar. Estas iniciativas passam a ser compradas por impulso com menos frequência, em substituição de um consumo pensado, analisado e comparado com a oferta da concorrência.

Um novo mercado de bem-estar

De uma forma geral, nota-se que o mercado de bem-estar vai ter de adaptar-se aos novos tempos. Por um lado, porque as novas restrições – algumas das quais ameaçam tornar-se exigências permanentes – limitam as atividades na forma que tinham até aqui; por outro lado, porque consumidores mais preocupados com a saúde são mais atentos à validação científica dos cuidados a que se sujeitam.

Do lado dos operadores económicos, a transformação não será apenas digital. Passará, sim, pelo reforço das mensagens de confiança e de credibilização da oferta, a par da criação de novas soluções que se coadunem com um mundo (ainda) mais exigente e desconfiado.

A transparência será a palavra-chave daqui em diante: em relação aos métodos, em relação às acreditações, em relação aos benefícios decorrentes para consumidores e investidores. Sobretudo, em relação às novas preocupações de uma população que só quer uma saúde à prova de bala.

O facto de a saúde e bem-estar passar a ser um estilo de vida, muito para lá de um conjunto de atividades esporádicas, é uma oportunidade sem precedentes para a indústria. Mas também é um momento de viragem que fará cair os menos bem preparados.

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