marketing turistico

Marketing turístico durante a pandemia: como fica?

A economia mundial abrandou, mas não parou totalmente. Na mesma lógica, os negócios online – e até o marketing – não têm de ficar em suspenso.

As campanhas continuam a ser possíveis, desde que as estratégias sejam revistas. Uma nova realidade requer uma revisão à abordagem: as necessidades e os desejos das audiências já não são os mesmos, como também mudam os horizontes temporais do consumo e as experiências com as marcas.

No caso do marketing turístico, muita coisa mudou, mas muitas oportunidades se abriram também. Reunimos algumas dicas para manter o negócio em alta durante o período de quarentena (e os meses que a ele se seguem) – sempre com o foco no pós-pandemia:

1. Mantenha o foco na consistência

Os consumidores estão em casa, mas não estão offline e, definitivamente, não estão isolados. O consumo de conteúdos mantém-se, e por isso não é expectável que as marcas parem de produzir e divulgar informação.

Mantenha as estratégias de marketing ativas – seja na forma original ou numa forma revista à luz da nova realidade. Cumpra o papel de liderança, transmita confiança à audiência e aposte em informação sólida, fiável e responsável. Será a sua melhor moeda de troca na hora de relançar os negócios em força.

2. Una esforços

Os profissionais do marketing turístico sabem que o valor de um destino assenta nas pessoas que o compõem. Dos empresários aos artistas, passando pelos comerciantes e outros agentes económicos, os destinos são organismos vivos cujo sucesso está relacionado com a energia coletiva que carregam.

Em tempo de pandemia é essencial promover a união de todos os elementos que fazem um destino. É importante incentivar a comunidade a manter-se ativa, preservando um valor comum que, sim, pode continuar a ser vendido mesmo sem turistas a passear na rua.

3. Invista nos negócios locais

Não se trata de pedir likes para páginas nas redes sociais. O marketing turístico pode ser uma estratégia focada no futuro, e como tal pode continuar a vender produtos e serviços mesmo com os estabelecimentos fechados.

Estude a possibilidade de vender vales, vouchers, bilhetes e outros produtos antecipadamente. Está em causa o adiantamento de algum valor monetário, mas sobretudo a garantia de que, terminada a quarentena global, os turistas vão aparecer para consumir o que já pagaram (e mais o que ainda não pagaram mas vão consumir na hora, estimulando a recuperação dos negócios locais).

O impacto desta estratégia é tanto maior quanto mais concertada ela for entre agentes económicos locais. Encontramos um excelente exemplo em solo português: chama-se Bock in Business e promete unir todos os agentes do mercado das bebidas em torno de um objetivo comum: superar a crise pandémica.

4. Inove na experiência

Todas as marcas têm espaço para se reinventarem. Pense em soluções que permitam ao consumidor experimentar a proposta de valor – ainda que de forma limitada – sem ter de se deslocar ao local.

Pode parecer uma oferta gratuita do serviço, mas não é. Apesar de todas as vantagens que lhe conhecemos, a tecnologia ainda não substitui a realidade física por completo, e um visitante virtual é um potencial (e muito provável) visitante real depois da quarentena.

5. Invista na equipa

É natural que, durante a quarentena, algumas equipas conheçam um abrandamento do ritmo de trabalho. É uma excelente oportunidade para apostar na formação.

Em formato pago ou gratuito, a formação melhora as competências dos profissionais e torna-os mais capazes de regressar ao mercado em força quando a quarentena o permitir. É sempre um investimento com retorno e, neste caso, o preço é reduzido (porque não exige o sacrifício de horas de trabalho produtivas).

6. Publicite os valores da marca

Numa altura em que de pouco adianta vender a marca, transporte o foco para os valores que o destino representa. Trabalhe a reputação, partilhe a forma como a pandemia está a ser tratada e combatida localmente.

Da reputação construída nesta fase resultará uma confiança reforçada – que trará benefícios quando os consumidores voltarem a poder viajar e perceberem aquele destino como seguro para visitar e investir.

7. Repense o regresso à estratégia original

Muito se fala no “novo normal”, que em muito será diferente do que era normal até acontecer a pandemia global. Quando os negócios começarem a retomar o ritmo, mantenha uma abordagem crítica em relação às estratégias de marketing inicialmente planeadas. É possível que algumas já não façam mais sentido nesta nova ordem mundial, ou que o tom das mensagens tenha de ser adaptado.

8. Contribua para a sobrevivência coletiva

Os negócios também se fazem daqueles que os rodeiam, e essa é uma verdade particularmente relevante no caso do marketing turístico. Porque a sobrevivência da sua marca também depende da sobrevivência de todos os negócios que giram em torno dela, invista numa abordagem coletiva aos novos desafios que a pandemia lhe coloca.

Aposte na coleção e análise frequente de dados e partilhe-a com todos os stakeholders da sua marca. Lance a fundação para uma estratégia de resposta uniforme e coletiva, que ganha mais força quanto mais eco receber entre os diferentes agentes económicos.

9. Ative um plano de contingência

Os planos de contingência também se aplicam ao marketing e não podem ser ignorados num período tão crítico como o desta epidemia de covid-19.

Em primeiro lugar, suspenda temporariamente todas as iniciativas de promoção do destino. Além de não terem retorno possível, podem ser mal interpretadas (e recebidas) por uma audiência compulsivamente trancada em casa.

Invista também na criação de uma equipa de gestão de crise. Composta por vários elementos do seu negócio, especialistas em diferentes áreas, tem como função garantir o alinhamento estratégico da marca em todas as suas facetas e a consistência de todas as mensagens que saem para o exterior.

Finalmente, aproveite a equipa de gestão de crise para promover uma análise coletiva ao futuro. Estabeleçam planos de recuperação pós-crise e objetivos prioritários a adotar logo nas primeiras semanas após a pandemia.

10. Prepare o regresso

O regresso também faz parte da pandemia e merece, senão o dobro, pelo menos a mesma atenção que o período de confinamento. Sendo o regresso à normalidade um processo gradual e cheio de dúvidas, é essencial que as empresas respondam às inseguranças dos consumidores.

Comunicar, de forma clara, oportuna e frequente, as adaptações que o negócio fez para se tornar seguro é fundamental para atrair os clientes mais tímidos. Essa comunicação tem de ser universal: para todos os públicos, em todos os formatos, por todos os canais. O objetivo já não é só manter os clientes mais fiéis, mas universalizar a mensagem e, se possível, atrair clientes “soltos” que procuram alternativas novas no mercado.

Neste caso, quem chegar primeiro ganha vantagem: os consumidores acumularam necessidades ao longo da quarentena e não é razoável as marcas pensarem que eles vão esperar que se recomponham. O primeiro negócio a retomar ganha a preferência.

Ainda que, nesta fase, o orçamento se mantenha curto, é importante fazê-lo “render”, difundindo a mensagem o máximo possível com o mínimo de recursos disponíveis. Para isso, as marcas poderão sempre contar com parceiros externos para a promoção de uma eficaz comunicação dos produtos e/ou serviços. Porque quando os consumidores saírem de casa, as marcas já têm de estar na rua há muito tempo

Adclick
Adclick

Entrámos no mercado em 2007, num contexto em que o marketing digital provocou uma série de mudanças para as empresas e criou novas necessidades e oportunidades de negócio. Atualmente, destacamo-nos pelo know-how para a criação de estratégias digitais com dois grandes pilares de atuação: performance e construção de audiências. Com esses dois pilares, garantimos a capacidade de segmentar e qualificar a audiência para otimizar os resultados.