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É por esta altura indiscutível que o Marketing de Conteúdo se assumiu como uma das melhores estratégias para potenciar as vendas e fazer crescer o seu negócio, sobretudo no meio online, sem escoar todo o orçamento em campanhas pagas.

No entanto, até uma boa estratégia de Marketing de Conteúdo pode tornar-se inútil se cometer alguns erros básicos que abafam por completo qualquer impacto positivo que ela possa ter.

Conhecer os erros mais comuns é tão importante como estar a par das melhores práticas. Saber o que não fazer, vai mantê-lo seguro no caminho que tomar, vai garantir que os resultados aparecem e vai, sobretudo, poupar-lhe o tempo de descobrir o que aconteceu para que aquela estratégia de Marketing de Conteúdo, apesar de tão boa, não está a dar resultados.

Marketing de Conteúdo: e erros a evitar

  1. Confundir “buyer personas” com “reader personas”

Começamos com um erro que tem tanto de comum como de desconhecido ou ignorado. Conhecer o perfil da audiência para quem se produz o conteúdo de Marketing é uma regra básica que aparece em todos os guias de Marketing. No entanto, quase ninguém se lembra de lhe recordar: nem sempre quem o lê é quem compra os produtos e serviços que anuncia.

Assumir que os consumidores do seu conteúdo são os mesmos que consomem os seus produtos é como assumir que todos os transeuntes que passam em frente a uma montra vão querer entrar para comprar determinado produto. Não é verdade. Muitas vezes o conteúdo atrai uma audiência que não encaixa no perfil do público-alvo do negócio e, quando isso acontece, o Marketing de Conteúdo é desperdiçado porque não vai conseguir contribuir para o negócio com novas conversões.

Para evitar cair neste erro, anote o perfil da audiência que quer atingir (que pode não ser igual à que já alcança) e procure-a. Saiba onde ela está, que conteúdos consome e que tipo de abordagem prefere. Se nos primeiros dias notar uma diminuição nos resultados do seu conteúdo, não desista. São dores de crescimento e significa que está a “deixar cair” consumidores de conteúdo para substituí-los por consumidores de produtos e serviços.

  1. Não investir na qualidade do conteúdo

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Publicar com frequência é positivo, sim, mas apenas se o conteúdo tiver valor. O tempo em que o Google trazia para o topo as páginas mais ativas já vai longe. Atualmente, a qualidade dos conteúdos é a “rainha” das métricas e é nela que tem mesmo de apostar.

Pense que a sua audiência parou para ouvir o que tem a dizer e não vai gostar de chegar ao fim com a sensação de que esse tempo foi desperdiçado. Sempre que captar a atenção do público, assegure-se de que tem algo verdadeiramente interessante para dizer. Caso contrário vai acabar por perder a credibilidade (e os potenciais clientes).

Se para investir na qualidade do conteúdo, tiver de sacrificar a frequência de publicação, seja. É a própria Google que garante que, cada vez mais, o algoritmo prefere a qualidade de conteúdos em detrimento da frequência de publicação. Como vê, não tem nada a perder.

  1. Dispensar a revisão de conteúdos

Pode ter consigo o melhor escritor/produtor de conteúdos de sempre, que, ainda assim, não vai estar 100% livre de cometer falhas.

Errar é humano e nem sempre o autor dos conteúdos consegue detetar todas as falhas, por mais vezes que leia, veja e avalie. Independentemente da plataforma em que publicar os conteúdos ou da urgência que tem em fazê-los vir à luz, nunca dispense uma revisão, de preferência executada por alguém externo ao processo de criação.

A revisão de conteúdos previne não só as gralhas mais simples como também pode detetar problemas mais graves, como mensagens ambíguas ou suscetíveis a interpretações erradas. Evite ter de resolver crises apostando sempre na revisão prévia de tudo o que publica.

  1. Não reutilizar

É praticamente impossível produzir conteúdo continuamente, com muita qualidade, sempre novo. Conceber algumas peças “evergreen” (ou seja, peças que não desatualizam) é essencial para preencher alguns espaços no calendário sem ter custos adicionais.

A reutilização de conteúdos tem várias vantagens, nomeadamente a poupança de recursos e a maior rentabilização do investimento. Além disso, conteúdos que não perdem atualidade podem ser republicados quando têm sucesso, multiplicando os resultados a cada nova publicação.

  1. Não usar CTA’s claros

É lógico que a audiência lhe agradece conteúdo de qualidade. Mas de que serve ao seu negócio se no final nada acontecer?

Usar Call-to-Actions (CTA’s) claros em todas as peças de conteúdo que criar é essencial para que o seu trabalho resulte em conversões. Diga à audiência o que quer que ela faça após consumir o conteúdo, seja direto e não deixe espaço para dúvidas. Lembre-se que para cada conteúdo deve existir um objetivo de conversão. Se ele não existir, está a produzir conteúdos de graça e a abandoná-los no mercado para quem os quiser apanhar (nomeadamente a concorrência).

  1. Não trabalhar os títulos

Produzir boas peças de Marketing de Conteúdo com maus títulos é como esconder uma casa bonita atrás de um muro feio. Quem vai querer entrar?

Os títulos são, na maioria das vezes, o primeiro contacto da audiência com o seu conteúdo. Se esse primeiro contacto não causar boa impressão, dificilmente conseguirá convencer o público a entrar para saber mais.

Ao contrário do que possa parecer, construir bons títulos tem mais de técnico e analítico do que de poético ou literário. Para construir um bom título deve olhar para trás, para os títulos que antes foram bem recebidos pelo público, e tentar replicar os elementos de sucesso. Seja claro, conciso, direto e atrativo, para que o primeiro contacto com a sua peça seja um irresistível convite ao consumo de todo o conteúdo.

  1. Não promover a partilha nas redes sociais

Praticamente todos os profissionais de Marketing sonham com o dia em que uma peça de conteúdo se torna viral nas redes sociais e faz explodir as métricas de análise. Mas como quer que o seu conteúdo viralize se não fornecer todas as ferramentas que facilitam a partilha?

Esperar que a audiência copie e cole excertos do seu conteúdo nas redes sociais é pedir-lhe que faça o trabalho por si. Garanta que para qualquer conteúdo que produz existe uma forma fácil, rápida e intuitiva de partilhar nas redes sociais.

Se quiser mesmo estar na linha da frente relativamente a esta estratégia, pense em facilitar a partilha nas redes sociais de determinados pedaços do conteúdo que mais lhe interessam (excertos de textos, imagens específicas…).

  1. Falar para toda a gente

Querer falar para todos os utilizadores do seu site é mau por um motivo muito simples: é impossível agradar a toda a gente ao mesmo tempo.

De tão vasta que é, a internet tem muitos perfis de utilizadores diferentes e só alguns lhe interessam enquanto potenciais consumidores do seu produto ou serviço. Assim, esqueça a tentativa de escrever para todos e concentre-se apenas naqueles que realmente importam.

A vantagem de escrever para uma audiência particular é a possibilidade de personalizar o conteúdo, aumentando os resultados. Lembre-se que quanto mais generalista for, menos consumidores o seu conteúdo vai atrair.

  1. Ser narcisista

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Claro que ninguém espera vê-lo produzir conteúdos que falem mal do seu negócio, mas também ninguém quer acompanhá-lo se só encontrar conteúdos sobre si.

Falar de si próprio a toda a hora é uma atitude narcisista que incomoda o público, porque soa a vendas agressivas. Lembre-se de que o seu conteúdo deve adaptar-se às necessidades da audiência, não às suas. Procure variar nos temas e evitar o auto-elogio constante.

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Entrámos no mercado em 2007, num contexto em que o marketing digital provocou uma série de mudanças para as empresas e criou novas necessidades e oportunidades de negócio. Atualmente, destacamo-nos pelo know-how para a criação de estratégias digitais com dois grandes pilares de atuação: performance e construção de audiências. Com esses dois pilares, garantimos a capacidade de segmentar e qualificar a audiência para otimizar os resultados.