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A pandemia fechou os mercados – não apenas no sentido literal, ao encerrar lojas, fábricas e centros comerciais, mas também no sentido figurado, porque os consumidores estão trancados em casa.

Em Portugal fala-se já na ameaça de uma nova crise económica. A partir daqui, as empresas têm duas opções: lamentar a recessão que aí vem ou reinventar-se para sobreviverem nesta nova realidade.

Reinventar um negócio não é fácil. Apesar do muito que se fala em inovação, o investimento das empresas portuguesas nesta área só arrancou recentemente, pelo que algumas áreas deverão estar ainda numa fase embrionária de redescoberta. O cenário de pandemia, no entanto, veio trazer urgência ao processo de transformação, e a inovação é agora uma questão de sobrevivência.

Um mundo a partir de casa

A característica mais marcante do momento atual é o facto de os consumidores estarem, literalmente, fechados em casa. Sendo uma má notícia para o comércio de rua e para os centros comerciais, é uma excelente oportunidade para as marcas olharem com atenção para o digital.

Afinal, a internet chega a praticamente todas as casas em Portugal e as compras online despertam cada vez mais o interesse dos consumidores. É preciso encontrar uma forma de levar os negócios até aos consumidores, em vez de esperar que eles os procurem.

Inovação digital em negócios tradicionais

É relativamente fácil pensar na transformação digital enquanto inovação nas plataformas de venda: a venda em loja é facilmente substituída pela venda nas redes sociais, em sites de e-commerce ou até em plataformas digitais de retalho. Os negócios, no entanto, fazem-se de muito mais do que de vendas ao consumidor final.

O desafio da personalidade das marcas

A personalidade é uma das pedras basilares das marcas e o que as conecta com a base de consumidores fiéis. Tem, por isso, de ser imune às transformações digitais e resistir à alternância de plataformas de venda e de consumo.

Num cenário de pandemia global, no entanto, é fundamental que a personalidade não seja impermeável às dificuldades dos consumidores. Os traços fundamentais da marca devem manter-se, mas ajustados às necessidades do momento.

A experiência do consumidor

Comprar e consumir online não é o mesmo que visitar os espaços físicos. Ainda assim, é importante que a experiência do consumidor seja uniforme e coerente, o que se traduz num dos maiores desafios da digitalização dos negócios.

Em momento de pandemia, é importante que os consumidores não se sintam afastados das marcas, saibam onde e de que forma podem continuar a aceder aos produtos e serviços que elas oferecem.

A logística

O comércio online é fruto da sociedade imediatista e, por isso, os negócios que se voltam para a internet têm de garantir eficiência máxima, quer no atendimento, quer na satisfação de pedidos, sob pena de prejudicarem a experiência do cliente. Temos, em Portugal, o exemplo do Continente online, que em poucos dias perdeu a capacidade de garantir entregas em tempo útil durante o surto do novo coronavírus.

Além da logística de distribuição, há ainda a gestão dos stocks, particularmente delicada quando em causa estão produtos perecíveis. Será necessário um ajuste no planeamento para evitar desperdício e tornar o negócio mais eficiente mesmo nas plataformas digitais.

As campanhas

O momento de pandemia é delicado e o consumidor não tem demonstrado grande tolerância com marcas “surdas” ao que as rodeia. É importante que as campanhas em vigor transpareçam sensibilidade em relação às dificuldades do mercado, seja por ajudarem ativamente o combate ao vírus, seja por se mostrarem solidárias com o público.

Um bom exemplo de responsabilidade corporativa oportuna é o da Lush, que oferece água e sabonetes da marca em todas as lojas a quem quiser lavar as mãos (uma das recomendações mais repetidas pelas autoridades de saúde).

Novas formas de consumo

Acontece, com alguma frequência, que momentos globais decisivos alterem definitivamente o comportamento do mercado e os hábitos de consumo. Esta alteração empurra algumas empresas para uma obsolescência só evitada pela reinvenção total do modelo de negócio.

A pandemia do novo coronavírus assume-se como um desses momentos decisivos que colocam à prova as empresas e empurram aquelas que não são capazes de se adaptar e acompanhar os consumidores até casa.

Já existem, em Portugal, vários exemplos de inovação ao nível do comércio local, em que lojas tradicionais passaram a oferecer entregas ao domicílio, distribuição à porta ou até a venda por encomenda prévia. Há festivais que passaram a fazer-se nas redes sociais e programas de televisão gravados fora do estúdio. Ainda assim, com o tempo podemos vir a assistir a processos ainda mais profundos de reinvenção de negócios maiores.

É tempo de reinvenção

A inovação não é um assunto novo para os mercados e a tecnologia já cá está há muito tempo para lhe dar suporte. O que mudou é que, desta vez, a inovação é uma questão urgente de sobrevivência, que coloca em vantagem quem já parte com melhor preparação.

A inovação que se pede agora não é apenas uma inovação tecnológica. Não se trata de inventar novas tecnologias, novo software ou novos produtos. Trata-se de reinventar os negócios que já existem, repensar os modelos de gestão e de consumo à escala global – e a um ritmo acelerado.

Como vinha sendo vaticinado nos últimos anos, a inovação vai fazer sobressair os verdadeiros líderes do mercado. Esse momento chegou.

Novos parceiros de negócio

Se sente que o seu negócio não está ainda preparado para dar o salto, vale a pena começar a pensar nos parceiros que podem salvá-lo da extinção.

A verdade é que, sendo necessária uma reinvenção, nem sempre ela significa deitar o negócio por terra e substituí-lo por outro. Pode encontrar, no mesmo mercado e até na concorrência, parceiros com quem pode estabelecer uma relação de vantagem mútua.

Acima de tudo, tenha em consideração que o momento de fazer aliados é agora – e que, perdendo a oportunidade, esses possíveis aliados podem transformar-se em concorrentes invencíveis. Esteja atento aos negócios que podem complementar o seu com alguma inovação e garantir o sucesso combinado das empresas no futuro que se avizinha.

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Entrámos no mercado em 2007, num contexto em que o marketing digital provocou uma série de mudanças para as empresas e criou novas necessidades e oportunidades de negócio. Atualmente, destacamo-nos pelo know-how para a criação de estratégias digitais com dois grandes pilares de atuação: performance e construção de audiências. Com esses dois pilares, garantimos a capacidade de segmentar e qualificar a audiência para otimizar os resultados.