Aline Soares

Foi entre chamadas e reuniões que conseguimos um espaço para conversar com Aline Soares, Head of Content da Adclick e responsável pela nova proposta editorial do Ekonomista: “Ajudar as pessoas a tomarem decisões mais informadas e conscientes através do conteúdo é a missão do Ekonomista, e no adn do portal há uma forte vocação para a literacia financeira. Para atravessar uma era de crise global, essa vocação precisa de ser potenciada”.

Perguntámos-lhe sobre pregar a poupança a uma audiência com pouco dinheiro no bolso e sobre ajudar os cidadãos a encontrar a luz ao fundo do túnel, numa conversa transparente sobre o que é a responsabilidade social de quem comunica todos os dias para milhões de pessoas.

Fala-nos da missão do Ekonomista, que é “descomplicar as finanças pessoais”. Como é que se descomplica um tema tão abrangente?

Descomplicar passa, primeiramente, por identificar na nossa audiência os temas mais problemáticos e que causam maior frustração na gestão do orçamento. Ao observar essas tendências de interesses e comportamentos, que é representativa dos portugueses no geral, identificamos que poupança, fiscalidade e gestão financeira são os assuntos mais sensíveis. A partir daí, seguimos uma linha editorial que tem como propósito produzir conteúdos inteligíveis, úteis e de aplicação prática na vida, abordando, sob esses chapéus, temas diversos do quotidiano.

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Na área das poupanças, o nosso lema é que para poupar é preciso, antes, organizar as contas da casa. Isso passa por evitar o desperdício de recursos, que é pensado de forma global, do desperdício de tempo ao desperdício alimentar. No fundo, quando falamos em literacia financeira, estamos a falar de fornecer ferramentas para uma gestão inteligente do dinheiro para ter uma relação pacífica com as finanças e não andar sempre a contar os cêntimos e a correr atrás de prejuízos. Trata-se de ajudar as pessoas a lidar com o dinheiro e interpretar as nuances financeiras para ganharem autonomia – não só para agora, mas sobretudo para o futuro, para que possam criar uma estratégia financeira pessoal consistente e poupar para realizar projetos pessoais e sonhos.

Na área da fiscalidade, o desafio é ajudar as pessoas a fazerem as pazes com o fisco. Descomplicamos os impostos e tudo o que está à volta: quem paga, como, quando, de que forma, com que direitos e deveres, com que deduções. Lançamos a base para um plano de otimização fiscal, sem imprevistos nem confusão. E isso também pode estar relacionado com a poupança se, por exemplo, ajudamos as pessoas a perceberem como podem aumentar o reembolso do IRS ou evitar coimas.

Depois na área da gestão financeira já entramos no tema da crise e de como manter a estabilidade nos momentos difíceis, tanto a curto, quanto a médio prazo. Há muitas famílias que viram o orçamento familiar dar uma cambalhota do dia para a noite e ainda estão a tentar encontrar um caminho de recuperação. Não podíamos deixar de usar o conhecimento dos nossos especialistas para dar uma ajuda, toda a ajuda possível.

Sentem que essa é uma obrigação do Ekonomista?

Não diria que é uma obrigação. Pensar na saúde financeira da população num momento de crise é um compromisso que assumimos com satisfação, porque poupar quando há muito dinheiro é sempre fácil; o desafio é poupar quando os recursos são escassos. O Ekonomista é um portal com um alcance relevante em Portugal. Mensalmente, quase três milhões de utilizadores lêem os nossos artigos, sabemos que o que publicamos tem impacto real na vida das pessoas e levamos isso muito a sério.

E como é que se poupa quando há pouco dinheiro?

Acreditamos que poupar é uma questão de mentalidade. Não importa se poupa 5 ou 100 euros por mês, o importante é saber como poupar, de acordo com as condições que tem. Queremos que as pessoas saibam que é sempre possível poupar. Ao evitar desperdícios, já estamos a poupar recursos, e essa é a principal estratégia quando a margem de manobra é limitada. Se pensarmos bem, há muitas “fugas” no nosso dia-a-dia que nos fazem desperdiçar tempo, alimentos, água, luz, gás…

Ainda assim, diferentes cidadãos têm diferentes níveis de literacia financeira. Como é que o Ekonomista encara estas diferenças na produção de conteúdo?

Nós sabemos que os leitores não são todos iguais e procuramos construir conteúdos adaptados aos diferentes níveis de literacia. Se fores hoje ao portal, encontras artigos mais gerais e artigos mais detalhados, seja sobre o IRS ou sobre fundos de investimento.

No entanto, na nossa linha editorial o importante é conseguir abordar os diferentes temas, dos mais simples aos mais complexos, com uma linguagem acessível e directa. Queremos que o conteúdo seja útil e prático.

Isso implica diferentes tipos de conteúdo?

Certamente. Quando pensamos em conteúdo, temos uma tendência a pensar em texto, mas a verdade é que no digital temos uma diversidade de tipos de conteúdos que podemos trabalhar, e cada um é capaz de transmitir a mensagem de uma forma mais eficaz, tendo em vista inclusive o canal. A nossa lógica é olhar para os múltiplos canais e plataformas onde está a nossa audiência e pensar como podemos tornar o conteúdo mais interessante e cumprir o seu propósito. Sabemos, por exemplo, que um vídeo tem um impacto visual que pode ajudar na compreensão mais rápida e sistematizada da informação. Além disso, tem um grande potencial de partilha. Queremos que os nossos conteúdos cheguem ao maior número de pessoas possível, porque acreditamos na sua utilidade.

Dá-nos alguns exemplos.

Estamos a promover uma série de ações que exemplificam bem a nossa proposta de diversificar os tipos e formatos de conteúdo.

Elaboramos um Calendário Fiscal que as pessoas podem descarregar e integrar com o calendário pessoal, para receber alertas relacionados com os compromissos fiscais, neste caso com foco nas diferentes fases da Declaração do IRS, desde a validação de faturas até ao reembolso ou pagamento de IRS. Neste calendário integramos artigos que podem ajudar aqueles leitores que não sabem como proceder para dar resposta a cada uma das solicitações fiscais.

Descarregar o calendário Fiscal

Para além dos artigos sobre o tema, elaboramos também um Guia Prático do IRS, para ajudar o utilizador a desvendar o IRS e preencher, passo a passo, a declaração anual, tendo em vista diferentes situações fiscais.

Voltando ao tema específico da crise global, fizemos recentemente três lives nas redes sociais, dedicadas a temas prementes nesta altura e com participação de especialistas de renome: sobre o desafio de poupar em tempos de pandemia, conversamos com Luís Lourenço, da Your Money Watcher; contamos também com a presença do João Calado, Coordenador do GOEC, para falar sobre como evitar entrar em incumprimento, e conversámos sobre como gerir as finanças em tempos de pandemia com o Pedro Andersson. Estas lives tiveram mais de 220 mil visualizações e continuam a somar: os vídeos mantêm-se disponíveis nas nossas redes sociais.

Ver a série "Como lidar com a pandemia"

Os temas abordados nestas três lives deram também origem ao Ebook Finanças (S)em Crise: um guia para tempos difíceis, que pode ser descarregado gratuitamente no nosso portal.

Ou seja, apostamos na diversidade de tipos e formatos de conteúdo a pensar, sobretudo, na sua utilidade.

Descarregar o ebook "Finanças Sem Crise"

Acreditas que portais como o Ekonomista podem ter um papel importante na recuperação financeira do pós-pandemia?

Na internet é possível encontrar uma infinidade de conteúdos sobre qualquer tema. No entanto, é difícil encontrar conteúdos que sejam realmente credíveis, e que sirvam como uma fonte confiável de informação e conhecimento para ajudar na vida prática quotidiana, sobretudo no que diz respeito a temas sensíveis como as finanças. Somos rigorosos com o que publicamos, porque o nosso compromisso é com os nossos leitores. É desse rigor que vem a crença de que portais como o nosso podem, sim, ajudar as pessoas a gerir as finanças nos tempos que correm. “Saber é poder”… já Francis Bacon dizia que, se temos conhecimento sobre um assunto, temos poder de transformação sobre ele. O que fazemos é ajudar, fornecendo conteúdo de qualidade para aumentar o conhecimento sobre as finanças pessoais. E isso é útil a qualquer altura, em especial em tempos de crise.

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Entrámos no mercado em 2007, num contexto em que o marketing digital provocou uma série de mudanças para as empresas e criou novas necessidades e oportunidades de negócio. Atualmente, destacamo-nos pelo know-how para a criação de estratégias digitais com dois grandes pilares de atuação: performance e construção de audiências. Com esses dois pilares, garantimos a capacidade de segmentar e qualificar a audiência para otimizar os resultados.