Dicas de eficãcia para comunicar por vídeo

4 dicas de eficácia para comunicar por vídeo

Do muito que se fala sobre o distanciamento social imposto pela crise pandémica, a tecnologia está presente em grande parte. Longe de amigos, colegas e familiares, os consumidores voltaram-se para os ecrãs, e neles se focam agora para comunicar com o mundo que ficou lá fora.

Já se sabe que, nesta oportunidade repentina para o online, nem todas as plataformas chegam primeiro e nem todos os formatos renasceram. O vídeo, no entanto, tem-se destacado como um claro vencedor na corrida de preferências.

Não é de surpreender que as plataformas de vídeo tenham assistido a um aumento do tempo de utilização. Além de estarem em casa, os consumidores estão privados do que há de mais humano no contacto com os pares, e a imagem real de pessoas reais – ainda que projetadas num ecrã – sempre ajuda a atenuar os efeitos do isolamento.

Utilização das plataformas de vídeo durante o confinamento

Um bom exemplo – e em português – é a famosa série “Como é que o bicho mexe”, do humorista Bruno Nogueira, que prendeu os portugueses ao Instagram durante os longos serões do primeiro confinamento. O modelo, entretanto repetido, rapidamente bateu recordes e se transformou num caso de estudo. Não tendo sido criado com um propósito publicitário ou de vendas, o “Como é que o bicho mexe” não deixa de ser um bom exemplo de humanização por vídeo em momentos de distanciamento físico: que o digam os 175 mil portugueses que chegaram a juntar-se no espaço virtual para acompanhar as conversas espontâneas de diversas personalidades.

Para as marcas, esta é uma tendência que vale a pena acompanhar. Sobretudo numa fase em que a comunicação com os consumidores é essencial para que os negócios se mantenham ativos e as marcas preservem a imagem, o vídeo pode ser a boleia necessária para chegar aonde as audiências estão e garantir que a mensagem chega aonde se pretende.

Há, no entanto, um acréscimo de dificuldades que acompanha o crescimento de popularidade dos vídeos. Por um lado, os cortes orçamentais levados a cabo em grande parte das empresas põem em causa – senão a realização como um todo – a dimensão das produções realizadas. Por outro lado, as apertadas regras de distanciamento social dificultam a reunião das equipas de trabalho, prejudicando com particular intensidade as equipas de produção audiovisual, onde técnicos precisam de colaborar de perto e em simultâneo em vários momentos do processo.

Impacto da COVID-19 nos orçamentos de Marketing

O que se pede é, portanto, que os profissionais de comunicação (do Marketing à Multimédia) consigam fazer mais e, de preferência, melhor, com menos recursos humanos, técnicos e financeiros. O desafio é grande, mas, mais uma vez, iniciativas como o “Como é que o bicho mexe” provam que um telemóvel basta para fazer um trabalho bom.

Vídeos eficazes para a comunicação digital: um passo a passo

A melhor forma de responder a um desafio com tantas frentes é dividi-lo em etapas. Primeiro, é necessário definir uma estratégia, saber onde quer chegar e qual o melhor caminho. Depois terá de garantir os recursos para a concretização da estratégia delineada e, claro, assegurar o cumprimento de alguns detalhes que farão toda a diferença no desempenho do produto final.

1. Defina da estratégia

Nem vale a pena começar a trabalhar antes de responder às três principais perguntas do conteúdo: quem é a sua audiência? Que mensagem quer passar? Qual o melhor formato?

A audiência

A audiência é a pedra basilar do seu vídeo – como, aliás, o é para qualquer conteúdo digital. Saiba, em primeiro lugar, a quem quer dirigir-se (mantendo presente que essa audiência pode ou não coincidir com o público que atualmente consome os seus conteúdos).

Ao conhecer bem o seu público-alvo poderá delinear alguns aspetos importantes do vídeo, como o tom, a linguagem, o estilo e a forma de abordagem. Também poderá começar a determinar as plataformas de difusão, escolhendo aquelas onde a audiência se concentra – e isso também vai ter impacto no estilo e no tom da mensagem, que deve ser coerente com o da própria plataforma.

A mensagem

A complexidade da mensagem reflete-se no grau de elaboração do vídeo. É importante, sobretudo, que o produto final se restrinja ao objetivo a que se propõe. A mensagem deve passar claramente, não só para que seja facilmente interpretada, mas também porque os consumidores, apesar de estarem muito mais presentes online, têm tempos de atenção mais curtos que se traduzem em janelas de oportunidade mais escassas para as marcas.

O formato

O vídeo é uma tendência do momento, mas não tem de ser encarado pelas marcas como obrigatório. Na realidade, e apesar da evidente força do digital, as mudanças nos hábitos de consumo de conteúdos não foram iguais em todos os segmentos de consumidores. Isso significa que o vídeo – ou determinadas plataformas – pode não ser o canal ideal para o seu público-alvo.

Investir na produção de vídeos quando estes não são, de facto, a melhor solução para o seu negócio é contraproducente de três formas: por um lado, desperdiça orçamento que podia ser canalizado para outro tipo de esforços de comunicação; por outro, “queima” janelas de oportunidade na atenção dos consumidores, usando-as para difundir mensagens com as quais eles não se relacionam; e por outro, tira impacto à mensagem, relegando-a para um formato (e, consequentemente, plataforma) onde não pode aproveitar todo o seu potencial.

2. Angarie aliados

Há vários motivos pelos quais deve envolver mais elementos da estrutura empresarial na estratégia de comunicação por vídeo – a começar pelo investimento.

Estando grande parte das empresas em contenção orçamental, o investimento na produção de vídeos – que normalmente é uma alínea relevante na folha de despesas – terá de ser bem justificado. É importante que os gestores compreendam o impacto dos vídeos junto dos consumidores, conheçam as vantagens deste formato e entendam de que forma o negócio pode beneficiar com esta estratégia.

Além disso, a possibilidade de envolver o topo da hierarquia na própria produção dos vídeos ajuda a que eles ganhem credibilidade, reforçando o desempenho. Vídeos com os CEO’s ou outros gestores de topo, por exemplo, estão a ser muito usados por empresas de renome internacional para humanizar as marcas e trazê-las para perto da população. Além de aumentarem o impacto dos conteúdos, ajudam a humanizar as marcas que representam.

3. Seja criativo

A necessidade aguça o engenho: na escassez de meios técnicos e mediante as apertadas restrições impostas à aglomeração das equipas, pode sempre procurar abordagens alternativas para a produção dos seus vídeos.

Plataformas como o Zoom, por exemplo, permitem-lhe envolver várias pessoas na filmagem, contribuindo à distância com clipes. Qualquer smartphone de gama média também já grava vídeos de boa qualidade – e depois a edição já não requer que se juntem várias pessoas no mesmo espaço.

Estas são, no entanto, apenas algumas ideias num contexto em que a criatividade pode ser o motor de muitas inovações. Não tenha medo de arriscar novas formas de fazer o que sempre fez, sobretudo se essas novas formas cumprem melhor os objetivos que persegue. Este é o momento para experimentar.

4. Garanta que o conteúdo é fácil de consumir

Com a atenção dos consumidores a ser reclamada por muitas plataformas ao mesmo tempo e o poder de concentração reduzido de forma significativa, é essencial que o vídeo seja atraente desde o primeiro segundo.

Aproveite os primeiros momentos do vídeo para “prender” a atenção do público – seja pela curiosidade, pela identificação ou pela novidade. Se os primeiros segundos forem chamativos e esclarecedores, consegue aproveitar para passar a mensagem mais importante mesmo que os utilizadores abandonem o vídeo precocemente.

Tenha também atenção à duração do vídeo. Vídeos demasiado longos tendem a conseguir piores taxas de retenção, porque cada segundo extra de visualização fica mais difícil de justificar.

Finalmente, procure integrar o utilizador, abordando-o como parte de uma audiência e não como um indivíduo que está em casa a consumir conteúdos sozinho. Procure manter a interação o mais dinâmica possível, para que os consumidores se sintam parte de algo maior e fiquem mais abertos à receção da mensagem.

Funil de conversão em videomarketing

Criar vídeos que comuniquem com eficácia nas plataformas digitais nunca foi um trabalho fácil. As restrições trazidas pelo novo coronavírus, aliadas a uma vincada alteração de hábitos de consumo de conteúdos digitais, veio dificultar ainda mais o processo, construindo cenários em que o vídeo ganha importância mas, ao mesmo tempo, se torna mais complicado de produzir.
A solução passará sempre por manter-se fiel aos objetivos traçados, garantindo a coerência estratégica e o envolvimento de toda a estrutura do negócio. A partir daí, a criatividade e a capacidade de resposta aos diferentes momentos do mercado farão o resto.

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Adclick
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