inbound e content marketing

 

Marketing de conteúdos e inbound marketing são termos muito comuns e recorrentes quando o tema é Marketing Digital. Frequentemente, os conceitos aparecem misturados e até tratados como se fossem a mesma coisa. Mas não são.

Importa, por isso, distinguir estas estratégias e entender o motivo de sendo ambas uma única face da mesma moeda, merecem lugares individuais na estratégia digital da sua empresa.

Conteúdos e Inbound

Começamos pelos conceitos no seu estado mais puro: o Inbound Marketing é uma estratégia do Marketing Digital que tem por objetivo a máxima personalização, isto é, entregar a mensagem certa à pessoa certa, na plataforma certa e no momento certo.

O Marketing de Conteúdos, por seu lado, é uma estratégia de produção de conteúdos digitais que atraem o utilizador e o orientam ao longo das diferentes etapas do percurso de consumo, fazendo-o evoluir até à compra.

Do Inbound aos Conteúdos e vice-versa

O motivo de Inbound Marketing e Marketing de Conteúdos aparecerem tantas vezes misturados é simples: eles fazem parte do mesmo “bolo”, são zonas diferentes de uma mesma estratégia. De forma simples, o Marketing de Conteúdos é uma das “armas” do Inbound Marketing, que o usa para chegar às pessoas. No entanto, é autónomo na medida em que o Inbound Marketing não influencia a abordagem que lhe dá corpo.

Tomemos um exemplo para facilitar a compreensão: imagine que tem uma empresa que vende meias. Um profissional de Inbound Marketing terá como principal tarefa desenhar uma estratégia que em cada fase do percurso do consumidor, consiga distinguir e acompanhar cada lead conduzindo-a até ao momento da compra.

Incluídas nas tarefas deste profissional estão a definição de personas, a análise dos perfis dos consumidores, a análise do tráfego gerado e do comportamento do consumidor em diferentes momentos do percurso. Através de um grande domínio da matemática e da estatística, este profissional vai determinar os momentos-chave em que o consumidor deve ser abordado e de que forma, com o objetivo de nunca deixá-lo “cair” fora do funil de conversão.

Por exemplo, e considerando o negócio que tomámos como exemplo, caberá ao Inbound Marketing saber que clientes entraram na loja online, que modelos de meias viram e, analisando o comportamento online, que modelos lhes despertam maior interesse. O mesmo Inbound Marketing saberá quando o consumidor enche o carrinho, mas não faz o check-out ou quando completa a compra com sucesso.

Já ao Marketing de Conteúdos caberá desenhar uma mensagem específica para cada abordagem planeada pelo Inbound Marketing. Voltando ao negócio das meias, certamente não terá a mesma eficiência se abordar todos os clientes com um conteúdo sobre collants do que se, para cada um e considerando os interesses deduzidos através do comportamento demonstrado, construir uma peça de conteúdo específica sobre um modelo em particular, uma promoção exclusiva ou um argumento de venda personalizado.

Temos, portanto, que Inbound Marketing e Marketing de Conteúdos não são, de todo, a mesma coisa, mas convivem na mesma esfera de atuação e perseguem um objetivo em comum.

estratégia

Inbound Marketing: um serviço ou uma estratégia?

Outra confusão recorrente sobre o Inbound Marketing é a definição do conceito: é um serviço prestado por uma agência / profissional ou é a designação de uma estratégia?

O Inbound Marketing é uma estratégia, e está dentro de uma esfera maior que é o Marketing Digital. Partindo de um ponto de vista geral, dentro do Marketing há uma especialização, que é o Marketing Digital (dedicado ao ambiente online), e dentro do Marketing Digital cabem diversas estratégias. É entre essas estratégias que se encontra o Inbound Marketing, também ele com várias estratégias dentro de si.

De uma forma global, a estratégia do Inbound Marketing divide-se em quatro áreas de atuação distintas:

  • Atração
  • Conversão
  • Conclusão
  • Reforço

 

A atração

O primeiro grande desafio do Inbound Marketing é atrair potenciais clientes em várias plataformas, com várias abordagens e diferentes mensagens. Nesta fase, a estratégia procura por caras novas, consumidores que estando inseridos no perfil-alvo do negócio, nunca interagiram com a empresa nem com o produto vendido.

Nesta fase ainda não há muita informação no historial do utilizador, pelo que, do ponto de vista estratégico, a dificuldade cresce. Valem muito, neste caso, as estatísticas e a sensibilidade de quem gere o planeamento.

A conversão

Uma vez entrando no funil de conversão, o cliente fica embrenhado na rede do Inbound Marketing. A partir daqui, todos os esforços vão no sentido de convencê-lo a comprar. De baterias de anúncios display a emails personalizados, de promoções exclusivas a conteúdos patrocinados, tudo serve para o Inbound Marketing influenciar o comportamento do consumidor.

A fase de conversão já pode basear-se em mais informação do que a fase anterior, mas tem a desvantagem de ter uma duração variável para cada cliente. Basta pensar que nem todos os consumidores decidem da mesma forma e no mesmo intervalo de tempo, o que obriga a estratégia de Inbound Marketing a ser muito completa e a considerar várias “armas” para não perder o cliente.

A conclusão

Quando chega finalmente ao fim do funil de conversão e passa para a compra, o utilizador é conduzido pelo Inbound Marketing para o CRM, ou seja, passa a fazer parte de uma comunidade e de uma base de contactos. A partir daqui, o Inbound Marketing alimenta-se a si próprio e envolve o utilizador em processos contínuos. Agora que sabe o que lhe interessa, vai continuar a tentar integrá-lo em novos funis de conversão para conquistar a repetição da compra.

Do ponto de vista estratégico, esta fase é muito exigente para o Inbound Marketing, já que é necessário manter cada lead alimentada com conteúdo constante e novo por tempo indeterminado.

O reforço

Ainda que a compra tenha sido concluída e o cliente já esteja integrado em CRM e pronto para ser lançado num novo funil de conversão, o Inbound Marketing não esquece quem chegou ao fim da viagem do cliente, até porque esse reconhecimento contribui para a criação de laços com a marca, tão úteis em futuros processos de tomada de decisão.

Assim, o Inbound Marketing inclui ainda uma fase de reforço, durante a qual é oferecida ao consumidor a possibilidade de se expressar e reagir a todo o processo, exprimindo emoções e estados de espírito. Claro que para o Inbound Marketing, esta é não só uma forma de manter o cliente envolvido. É também uma poderosa ferramenta de análise que, mais à frente, pode suportar decisões estratégicas do negócio com foco no cliente.

Inbound e Conteúdos: quantos profissionais contratar?

Mesmo reiterando a ideia de que Inbound Marketing e Marketing de Conteúdos são a mesma face de uma única moeda, mantemos a opinião de que ambas as tarefas devem ser executadas por dois profissionais distintos.

O motivo prende-se, sobretudo, com o volume de trabalho envolvido e com o grau de especialização. É humanamente impossível para um único profissional conceber, desenhar, implementar e alimentar uma estratégia de Inbound Marketing assumindo, simultaneamente, a conceção e produção de conteúdos pensados para satisfazer as necessidades geradas pela estratégia de Inbound.

Não quer dizer, todavia, que profissionais de Inbound e Conteúdos não interajam e até não entrem na área um do outro de vez em quando. Para que tudo funcione de forma harmoniosa, cada um tem de conhecer o trabalho do outro, até porque só assim as peças encaixam. No entanto, a empresa só tem a ganhar se cada um puder dedicar-se totalmente à sua “fatia do bolo”. É que mais tempo e mais tranquilidade geram melhor produtividade.

O papel da Adclick

No meio de tão complexa rede de trabalhos, a Adclick acaba por ser o parceiro ideal para a maioria das empresas. Reunindo profissionais especializados em cada uma destas áreas, ela permite subcontratar o trabalho, garantindo máxima eficácia a um preço mais reduzido do que se optasse pela contratação individual de cada um dos especialistas.

A grande vantagem de recorrer à Adclick é ainda, mais do que a otimização de custos, a otimização de processos. Garantindo a execução de cada tarefa em separado, ela oferece um único serviço à sua empresa, que assim não tem de preocupar-se com as divisões no departamento e gere um único ponto de contacto para tudo.

Ricardo Carreira
Ricardo Carreira

Nasci em 83 na cidade do Porto. Sou apaixonado por viajar de mochila às costas, não deixo passar uma oportunidade de subir um vulcão, atravessar um rio ou escalar uma montanha. Tenho como lema de vida "If you're gonna exist, why not enjoy it?". Acredito piamente que o papel dos profissionais de marketing não é só vender produtos. O marketing tem o poder de mudar a vida das pessoas para melhor. Estou feliz por viver nestes tempos.